Perigos do aborto

ABORTO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Muitas mulheres cometem um assassinato ao abortar

A lei a favor do aborto foi sancionada no mês de Fevereiro em Portugal. Com essa medida as mulheres têm o direito de decidir se querem ou não ter o filho, mas, só nas primeiras dez semanas de gestação. No Brasil está sendo discutida a lei e também sendo estudada a possibilidades de legalizar o aborto, que por sua vez, é permitido em caso de estupro ou quando a mãe corre risco de vida. O Ministério da Saúde defende o debate a respeito do direito da mulher em interromper sua gravidez, mas, essa opinião está causando vários debates a respeito do caso.
O aborto é freqüente principalmente entre as adolescentes pelo fato de terem medo da represaria dos pais e de não querer ter responsabilidade numa gravidez precoce. A falta de educação domiciliar sobre os métodos para evitar a gravidez, é um dos principais motivos que levam as jovens à gestação.
De acordo com o World Access to Birth Control – Population Crisis Committee em 2001 dos partos realizados na rede pública de saúde, 25% foram de adolescentes sendo que 40% dessas jovens que já foram gestantes voltam a engravidar em pouco tempo.
“Quando eu engravidei pela primeira vez, tinha 14 anos, fiquei desesperada tentei tomar remédio para abortar mais não conseguir, tive medo. Aos 16 anos engravidei do meu outro filho foi tudo diferente”, diz Andréa Mendes, de 22 anos.
O aborto pode ocorrer de duas formas espontâneo ou provocado. O espontâneo acontece quando o feto é expulso do útero e o provocado quando a gestante utiliza meios como comprimidos abortivos ou metais cortantes.
 Na visão religiosa este tema é visto como crime, exemplo disso é a igreja Católica que não permite este ato, “Nós só queremos seguir as leis que o ‘pai’ nos ensinou, não temos o direito de fazer o mal com o próximo e Deus disse não matarás, a igreja defende isso sendo também uma covardia”, explica o padre Maurício Ferreira.
Outra religião que desaprova o aborto é o Espiritismo, pois, acredita-se que ninguém pode tirar a vida dos seres inocentes. Mesmo com parte da sociedade contraria a prática do aborto, o número de clandestinos realizados por mulheres de todas as idades  na maioria das vezes de classe média vem crescendo  de forma acentuada.
 “A penalidade para as mulheres que praticam o aborto, de maneira ilegal (clandestino) é de três anos de prisão, com a duplicação de pena para as pessoas que praticam e auxiliam. Isto está no Código Penal, artigo 126 e 129”, afirma a Advogada Marilene da Nova.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada ano são realizados no Brasil mais de 750 mil abortos clandestinos. Cerca de 250 mil mulheres são internadas no Sistema Público de Saúde (SUS) vítimas de abortos, 80% delas morrem e 20% ficam com seqüelas.
“A mulher pode ter grandes problemas após o aborto, como hemorragias uterinas, infecções uterinas, perfurações do útero entre outros”, explica o Ginecologista Emerson Amaral Almeida.         

 

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